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segunda-feira, 11 de julho de 2016

História - Resumo do filme ''O Físico"

O filme que assisti “O físico” se passa no período medieval, chamada de Idade das Trevas, na Inglaterra do século XI. Conta à história de um menino chamado Rob que trabalhava o dia inteiro para ganhar um pão para comer. Sua mãe era muito pobre, não tinha financias praticamente, e além do Rob ela tinha mais dois filhos. Um desastre maior ainda aconteceu: a mãe do menino tinha uma doença chamada “doença do lado” e naquela noite o pequeno Rob pôde sentir a morte dela. O médico que atendeu , não tinha estudo de nada, não pôde nem ajudar porque a igreja dizia que não podia fazer nada, pois a alma dela já era de Deus. O médico que na época era chamado de “barbeiro” concordou para não ser morto. Depois disso levaram seus dois irmãos e deixaram Rob jogado no povoado. Então, Rob pediu para que o barbeiro pudesse abrigá-lo, mas ele não quis cuidar dele. O barbeiro foi embora numa carroça e o menino o seguiu.
Bader era o nome do barbeiro. Sem muita escolha, com pena do pequeno Rob, deixou que ele morasse com ele. O Rob ficou rapaz, foi aprendendo com o Bader como se cura, observando o barbeiro que não era bom médico. Até que um dia quando um homem estava com muita dor de dente e ao tirar o dente com alicate Rob pôde sentir a morte daquele homem como sentiu da sua mãe. O homem morreu naquela noite.
 A igreja culpou o barbeiro e o aprendiz dele, Rob, pela morte do homem e os condenou o barbeiro a ser queimado na fogueira. Rob apanhou até desmaiar e ao acordar conseguiu salvar o barbeiro de morrer queimado. O olho do barbeiro estava ruim e ele não conseguia ver nada praticamente e Rob levou outro médico para curá-lo que cobrou um preço caro pelo tratamento. Mesmo o barbeiro não querendo o rapaz insistiu, pagou e deu certo o tratamento que ficou muito melhor que antes, e ele até se emocionou. O Rob queria saber como aquele médico fez aquilo com o olho do Bader e ele falou que muito longe dali, explicando no mapa, atravessando países, foi onde ele aprendeu, com o maior físico de todos. Então, o rapaz se interessou e foi lá a procura desse físico. E disse adeus ao barbeiro.
Com uma longa jornada de mais ou menos um ano, ele chegou lá, em Pérsia, como judeu e não como cristão porque cristãos não poderia de jeito algum ir para lá. Ele conheceu uma linda moça chamada Rebecca e como ele estava indo para lá, foi seguindo ela. Um dia, quase de noite, veio uma tempestade de areia. Rob conseguiu sobreviver, mas não encontrou mais a Rebecca.
Quando ele chegou ao lugar onde ficava o grande físico pediu para entrar e para ver o físico. Rob foi expulso e apanhou um soco para não ir mais lá porque ele era pobre. Mas, foi recebido pelo físico porque acreditou que o Rob, veio de muito longe. Quando conheceu o físico Rob aprendeu a curar doenças da forma que ele nunca viu. E junto com ele, tinha pessoas de classe alta, com muito dinheiro e riquezas. E lá naquele país ele conseguiu encontrar Rebecca novamente.
Rebecca tinha que casar com um marido arranjado pela família, mas ela não queria. Iria ser morta e então ela fez isso. E num romance com Rob ela teve um filho e quando foi descoberto ela foi julgada e tinha que ser morta apedrejada pelo crime de traição.
Entrou novamente a desgraça naquele lugar, a doença que matava a maioria da população, a “peste negra”. Todos entraram em pânico, pois não sabiam de onde vinha essa doença. Afirmavam que eram os demônios que faziam isso que aquela doença era do diabo. Mas, Rob descobriu a cura dessa doença. Descobriu que era do rato que transmitia essa doença. Então começaram a jogar os ratos no fogo e a matá-los. O índice de mortes da peste negra diminuiu muito.
Rob queria ver o que tinha dentro do ser humano, mas a igreja proibia a prática de abrir um corpo humano. E então, ele, discretamente, escondido num local, abriu o corpo de um morto da peste negra e de lá, viu uma coisa incrível para ele, passou-se dias ele olhando o corpo para ver. Mas um dia foi flagrado abrindo um corpo e foi considerado culpado, em nome de Deus. Rob e seu mestre o Físico foram julgados e por trair as leis de Deus e condenados a morte.
Quando eles iam morrer, o rei os chamou para tratá-lo de sua doença, a doença de lado. E o Rob descobriu uma possibilidade e, tinha que abrir o corpo para tratá-lo. O rei foi curado e como na época tava em guerra, o rei partira para a guerra com seus aliados. E de agradecimentos o rei, concedeu desejos ao seu médico. Rob desejou ficar com Rebecca e seu filho em um lugar distante, ele aceitou.
No final do filme, o barbeiro, viu que nos seus shows de curandeiro, tinham muitas pessoas e naquele dia tinha apenas quatro pessoas, e ele perguntou para a menina porque tinha pouca pessoa e ela falou que tinha estreado um novo tratador, um médico de verdade perto das montanhas. Barbeiro logo percebeu que era o Rob e foi perguntando mais sobre ele. Foi um avanço cientifico, para a humanidade.

Este filme foi baseado no popular romance homônimo de Noah Gordon, é uma aventura, drama que mostra a Idade Média, a peste negra, a dominação da igreja cristã, da cultura dos judeus e da evolução do trabalho do médico.

domingo, 10 de julho de 2016

Café no Brasil

O que é o café no Brasil?
Ainda no final do período colonial o café foi introduzido no país. Mas foi somente após a independência que a produção se consolidou na região Sudeste, sobretudo no estado de São Paulo. A exportação, que no começo do século XIX era de 3.178 mil sacas de 60 kg, passou a 51 milhões e 361 mil sacas, nas décadas de 1880 e 1890 - saltando de dezenove por cento para cerca de sessenta e três por cento do total da exportação do país.
Esse enorme peso econômico fez surgir uma nova oligarquia dominante no Brasil, os chamados Barões do Café. Apressou, ainda, os movimentos de imigração, com o fim da escravidão, atingindo seu ápice nas chamadas política do café-com-leite e política dos governadores, esta última no governo Campos Sales, até a crise de 1929 encerrar este ciclo na década de 1930 e com a industrialização do país - com o capital oriundo do excedente cafeeiro.
Além do café outras culturas tiveram crescimento ainda no século XIX, como o fumo e o cacau, na Bahia, e a borracha na Amazônia: em 1910 a borracha representava em torno de quarenta por cento das exportações. O algodão assistiu um crescimento temporário, durante a Guerra de Secessão, nos Estados Unidos da América.imigração européia se acentuou com a produção do café no oeste paulista, com a chegada ao país sobretudo de italianos. A riqueza gerada pelo produto acentuou as diferenças entre as regiões brasileiras, especialmente o Nordeste.

Como surgiu?
Você já deve ter percebido que o consumo de café é muito difundido no Brasil. Não é por acaso que nos referimos ao café da manhã ou ao café da tarde. Mas você já se perguntou alguma vez como foi a origem do consumo e da produção de café no Brasil?
A origem do café no Brasil encontra-se no século XVIII. As primeiras mudas de café foram plantadas ainda pelos idos de 1720, na província do Pará. A pessoa que teria trazido as primeiras sementes do café para o Brasil foi Francisco de Melo Palheta, após viagem à Guiana Francesa.
O café já era consumido desde a Antiguidade, quando os habitantes da Etiópia, na África, passaram a conhecer a planta. Depois disso, persas e árabes entraram em contato com esse hábito de consumo, passando o café a ser cultivado em várias partes do mundo. Alguns setores da sociedade europeia possivelmente passaram a beber café depois do século XVII, hábito que se expandiu rapidamente pelo continente.
Esse aumento do consumo do café na Europa e depois nos EUA explica até certo ponto o crescimento da produção do café no Brasil a partir do início do século XIX. As primeiras grandes lavouras de café surgiram na Baixada Fluminense e no Vale do rio Paraíba, nas províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo.
O solo e o clima da região favoreceram a produção do café, que se destinava a atender ao mercado consumidor da Europa e dos EUA. Os africanos escravizados formaram a força de trabalho para laborarem no cultivo, colheita e beneficiamento do café. O transporte para o porto do Rio de Janeiro, de onde inicialmente era exportado, era feito no lombo das mulas.
A partir de 1837, o café tornou-se o principal produto de exportação do Brasil Império. Os grandes lucros decorrentes da exportação do café enriqueceram os grandes fazendeiros, os Barões do café, e sustentaram financeiramente o Império brasileiro.
Um processo de modernização da sociedade também foi possível graças aos lucros conseguidos com a exportação do produto. Ferrovias foram construídas para transportar de forma mais rápida o café das fazendas para os portos, principalmente o Porto de Santos, em São Paulo.
Com as rendas do café, foi possível também urbanizar a cidade do Rio de Janeiro e São Paulo, bem como algumas cidades do interior paulista, como Campinas. O interior da província de São Paulo, na área conhecida à época como “Oeste Paulista”, foi o local de expansão da produção cafeeira após a decadência das lavouras do Vale do Paraíba. A existência da chamada “terra roxa”, muito fértil, garantiu o aumento da produção nessa região.
A produção do café dependeu intensamente da força de trabalho escravo. O tráfico de escravos entre a África e o Brasil intensificou-se, apesar das ações da Inglaterra para impedi-lo. Por outro lado, as rendas provenientes da produção e comercialização do café permitiram uma diversificação da economia urbana no Rio de Janeiro e São Paulo, surgindo novos grupos sociais, como operários e a chamada classe média.
O café foi a principal mercadoria da economia brasileira até a primeira metade do século XX, quando a intensificação da industrialização desbancou-o enquanto força econômica principal.
Concluindo, como vai o café hoje em dia?
Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.
As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia.
A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia.As principais regiões produtoras no Estado de São Paulo são a Mogiana, Alta Paulista Região de Pirajú. Uma das mais tradicionais regiões produtoras de café, a Mogiana está localizada ao norte do estado, com cafezais a uma altitude que varia entre 900 e 1.000 metros. A região produz somente café da espécie arábica, sendo que as variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo. Localizada na região oeste do estado, a Alta Paulista tem uma altitude média de 600 metros. A região é produtora de café arábica, sendo que a variedade mais cultivada é a Mundo Novo. A região de Piraju, a uma altitude média de 700 metros, produz café arábica, com cerca de 75% sendo da variedade Catuaí, 15% da variedade Mundo Novo e 10% de novas variedades, como Obatã, Icatu, entre outras.
Em Minas Gerais, as principais regiões produtoras são: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas e Jequitinhonha. A altitude média do Cerrado Mineiro é de 800 metros e dentre o café arábica cultivado, a predominância é de plantas das variedades Mundo Novo e Catuaí. O Sul de Minas também produz apenas café arábica e a altitude média é de aproximadamente 950 metros. As variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo, mas também há lavouras das variedades Icatu, Obatã e Catuaí Rubi. A região das Matas de Minas e Jequitinhonha está a uma altitude média de 650 metros e possui lavouras de arábica das variedades Catuaí (80%), Mundo Novo, entre outras.
O Paraná chegou a ter 1,8 milhão de hectares dedicados ao cultivo de café. Hoje esse número é de apenas 156 mil hectares, mas o café ainda está presente em aproximadamente 210 municípios do estado e é responsável por 3,2% da renda agrícola paranaense. O café é cultivado nas regiões do Norte Pioneiro, Norte, Noroeste e Oeste do Estado. As áreas de cultivo são muito extensas, o que justifica a grande variação de altitudes. A altitude média é de aproximadamente 650 metros, sendo que na região do Arenito, próximo ao rio Paraná, a altitude é de 350 metros e na região de Apucarana chega a 900 metros. No Estado é cultivada a espécie arábica e as variedades predominantes são Mundo Novo e Catuaí.
A cafeicultura na Bahia surgiu a partir da década de 1970 e teve uma grande influência no desenvolvimento econômico de alguns municípios. Há atualmente três regiões produtoras consolidadas: a do Planalto, mais tradicional produtora de café arábica; a Região Oeste, também produtora de café arábica, sendo uma região de cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café robusta (variedade Conillon). Na Região Oeste, um número expressivo de empresas utilizando alta tecnologia para café irrigado vem se instalando, contribuindo, assim, para a expansão da produção em áreas não tradicionais de cultivo e consolidando a posição do Estado como o quinto maior produtor com, aproximadamente, 5% da produção nacional. No parque cafeeiro estadual predomina a produção de café Arábica com 76% da produção (com 95% sendo da variedade Catuaí) contra 24% de Café Robusta.
No Espírito Santo, os principais municípios produtores são Linhares, São Mateus, Nova Venecia, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Águia Branca. O café foi o produto responsável pelo desenvolvimento de um grande número de cidades no Estado. São cultivadas no estado as espécies arábica e robusta (Conillon), tendo sido marcante a produção desta última, que se expandiu principalmente nas regiões baixas, de temperaturas elevadas. Atualmente as lavouras de robusta ocupam mais de 73% do parque cafeeiro estadual e respondem por 64,8% da produção brasileira da variedade. O Estado coloca o Brasil como segundo maior produtor mundial de Conillon.
No Estado de Rondônia a produção de café está concentrada nas cidades de Vilhena, Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura e Ji-Paraná. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café Robusta, com uma área de 165 mil hectares e uma produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café robusta (variedade Conillon).

FONTES:
http://escolakids.uol.com.br/origem-do-cafe-no-brasil.htm
http://www.viladoartesao.com.br/blog/o-cafe-brasileiro-na-atualidade/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_agricultura_no_Brasil




Café no Brasil

O que é o café no Brasil?
Ainda no final do período colonial o café foi introduzido no país. Mas foi somente após a independência que a produção se consolidou na região Sudeste, sobretudo no estado de São Paulo. A exportação, que no começo do século XIX era de 3.178 mil sacas de 60 kg, passou a 51 milhões e 361 mil sacas, nas décadas de 1880 e 1890 - saltando de dezenove por cento para cerca de sessenta e três por cento do total da exportação do país.
Esse enorme peso econômico fez surgir uma nova oligarquia dominante no Brasil, os chamados Barões do Café. Apressou, ainda, os movimentos de imigração, com o fim da escravidão, atingindo seu ápice nas chamadas política do café-com-leite e política dos governadores, esta última no governo Campos Sales, até a crise de 1929 encerrar este ciclo na década de 1930 e com a industrialização do país - com o capital oriundo do excedente cafeeiro.
Além do café outras culturas tiveram crescimento ainda no século XIX, como o fumo e o cacau, na Bahia, e a borracha na Amazônia: em 1910 a borracha representava em torno de quarenta por cento das exportações. O algodão assistiu um crescimento temporário, durante a Guerra de Secessão, nos Estados Unidos da América.imigração européia se acentuou com a produção do café no oeste paulista, com a chegada ao país sobretudo de italianos. A riqueza gerada pelo produto acentuou as diferenças entre as regiões brasileiras, especialmente o Nordeste.
Como surgiu?


Você já deve ter percebido que o consumo de café é muito difundido no Brasil. Não é por acaso que nos referimos ao café da manhã ou ao café da tarde. Mas você já se perguntou alguma vez como foi a origem do consumo e da produção de café no Brasil?
A origem do café no Brasil encontra-se no século XVIII. As primeiras mudas de café foram plantadas ainda pelos idos de 1720, na província do Pará. A pessoa que teria trazido as primeiras sementes do café para o Brasil foi Francisco de Melo Palheta, após viagem à Guiana Francesa.
O café já era consumido desde a Antiguidade, quando os habitantes da Etiópia, na África, passaram a conhecer a planta. Depois disso, persas e árabes entraram em contato com esse hábito de consumo, passando o café a ser cultivado em várias partes do mundo. Alguns setores da sociedade europeia possivelmente passaram a beber café depois do século XVII, hábito que se expandiu rapidamente pelo continente.
Esse aumento do consumo do café na Europa e depois nos EUA explica até certo ponto o crescimento da produção do café no Brasil a partir do início do século XIX. As primeiras grandes lavouras de café surgiram na Baixada Fluminense e no Vale do rio Paraíba, nas províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo.
O solo e o clima da região favoreceram a produção do café, que se destinava a atender ao mercado consumidor da Europa e dos EUA. Os africanos escravizados formaram a força de trabalho para laborarem no cultivo, colheita e beneficiamento do café. O transporte para o porto do Rio de Janeiro, de onde inicialmente era exportado, era feito no lombo das mulas.
A partir de 1837, o café tornou-se o principal produto de exportação do Brasil Império. Os grandes lucros decorrentes da exportação do café enriqueceram os grandes fazendeiros, os Barões do café, e sustentaram financeiramente o Império brasileiro.
Um processo de modernização da sociedade também foi possível graças aos lucros conseguidos com a exportação do produto. Ferrovias foram construídas para transportar de forma mais rápida o café das fazendas para os portos, principalmente o Porto de Santos, em São Paulo.
Com as rendas do café, foi possível também urbanizar a cidade do Rio de Janeiro e São Paulo, bem como algumas cidades do interior paulista, como Campinas. O interior da província de São Paulo, na área conhecida à época como “Oeste Paulista”, foi o local de expansão da produção cafeeira após a decadência das lavouras do Vale do Paraíba. A existência da chamada “terra roxa”, muito fértil, garantiu o aumento da produção nessa região.
A produção do café dependeu intensamente da força de trabalho escravo. O tráfico de escravos entre a África e o Brasil intensificou-se, apesar das ações da Inglaterra para impedi-lo. Por outro lado, as rendas provenientes da produção e comercialização do café permitiram uma diversificação da economia urbana no Rio de Janeiro e São Paulo, surgindo novos grupos sociais, como operários e a chamada classe média.
O café foi a principal mercadoria da economia brasileira até a primeira metade do século XX, quando a intensificação da industrialização desbancou-o enquanto força econômica principal.
Concluindo, como vai o café hoje em dia?
Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional de café, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.
As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia.
A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia.As principais regiões produtoras no Estado de São Paulo são a Mogiana, Alta Paulista Região de Pirajú. Uma das mais tradicionais regiões produtoras de café, a Mogiana está localizada ao norte do estado, com cafezais a uma altitude que varia entre 900 e 1.000 metros. A região produz somente café da espécie arábica, sendo que as variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo. Localizada na região oeste do estado, a Alta Paulista tem uma altitude média de 600 metros. A região é produtora de café arábica, sendo que a variedade mais cultivada é a Mundo Novo. A região de Piraju, a uma altitude média de 700 metros, produz café arábica, com cerca de 75% sendo da variedade Catuaí, 15% da variedade Mundo Novo e 10% de novas variedades, como Obatã, Icatu, entre outras.
Em Minas Gerais, as principais regiões produtoras são: Cerrado Mineiro, Sul de Minas, Matas de Minas e Jequitinhonha. A altitude média do Cerrado Mineiro é de 800 metros e dentre o café arábica cultivado, a predominância é de plantas das variedades Mundo Novo e Catuaí. O Sul de Minas também produz apenas café arábica e a altitude média é de aproximadamente 950 metros. As variedades mais cultivadas são o Catuaí e o Mundo Novo, mas também há lavouras das variedades Icatu, Obatã e Catuaí Rubi. A região das Matas de Minas e Jequitinhonha está a uma altitude média de 650 metros e possui lavouras de arábica das variedades Catuaí (80%), Mundo Novo, entre outras.
O Paraná chegou a ter 1,8 milhão de hectares dedicados ao cultivo de café. Hoje esse número é de apenas 156 mil hectares, mas o café ainda está presente em aproximadamente 210 municípios do estado e é responsável por 3,2% da renda agrícola paranaense. O café é cultivado nas regiões do Norte Pioneiro, Norte, Noroeste e Oeste do Estado. As áreas de cultivo são muito extensas, o que justifica a grande variação de altitudes. A altitude média é de aproximadamente 650 metros, sendo que na região do Arenito, próximo ao rio Paraná, a altitude é de 350 metros e na região de Apucarana chega a 900 metros. No Estado é cultivada a espécie arábica e as variedades predominantes são Mundo Novo e Catuaí.
A cafeicultura na Bahia surgiu a partir da década de 1970 e teve uma grande influência no desenvolvimento econômico de alguns municípios. Há atualmente três regiões produtoras consolidadas: a do Planalto, mais tradicional produtora de café arábica; a Região Oeste, também produtora de café arábica, sendo uma região de cerrado com irrigação e a Litorânea, com plantios predominantes do café robusta (variedade Conillon). Na Região Oeste, um número expressivo de empresas utilizando alta tecnologia para café irrigado vem se instalando, contribuindo, assim, para a expansão da produção em áreas não tradicionais de cultivo e consolidando a posição do Estado como o quinto maior produtor com, aproximadamente, 5% da produção nacional. No parque cafeeiro estadual predomina a produção de café Arábica com 76% da produção (com 95% sendo da variedade Catuaí) contra 24% de Café Robusta.
No Espírito Santo, os principais municípios produtores são Linhares, São Mateus, Nova Venecia, São Gabriel da Palha, Vila Valério e Águia Branca. O café foi o produto responsável pelo desenvolvimento de um grande número de cidades no Estado. São cultivadas no estado as espécies arábica e robusta (Conillon), tendo sido marcante a produção desta última, que se expandiu principalmente nas regiões baixas, de temperaturas elevadas. Atualmente as lavouras de robusta ocupam mais de 73% do parque cafeeiro estadual e respondem por 64,8% da produção brasileira da variedade. O Estado coloca o Brasil como segundo maior produtor mundial de Conillon.
No Estado de Rondônia a produção de café está concentrada nas cidades de Vilhena, Cafelândia, Cacoal, Rolim de Moura e Ji-Paraná. No cenário nacional, Rondônia representa o sexto maior estado produtor e o segundo maior estado produtor de café Robusta, com uma área de 165 mil hectares e uma produção de 2,1 milhões de sacas, constituídas exclusivamente pelo café robusta (variedade Conillon).




sexta-feira, 8 de julho de 2016

Estado brasileiro: Ceará

Mapa de Ceará

Bandeira do Ceará
Bandeira do Ceará
Localização do Ceará no Brasil

O Estado do Ceará é um dos 26 estados brasileiros. Localizado na região nordeste tem sua peculiaridades. Tem 184 municípios. Dependendo do lugar que você anda você pode vivenciar clima quente (interior) e um frio agradável das serras.
Fotos do interior do Ceará

  

Fotos da região serrana do Ceará 




Sobre o Estado do Ceará
História do Ceará
Os primeiros europeus chegaram ao litoral do Ceará no início do século 16, mas não os espanhóis (entenda porque os espanhóis não chegaram primeiro ). Nessa época, a região era principalmente habitada pelo índios potiguaras e tremembés. No final do século 16, os franceses, comandados por Adolf Montbille, estabeleceram um povoado no litoral do Ceará e construíram o Fort Saint Alexis. Até o início do século 17, o litoral cearense era principalmente explorado por piratas franceses e holandeses.
Em 1603, durante a União Ibérica, chegou à região a expedição lusitana de Pedro Coelho de Sousa. Os portugueses construíram o forte de São Thiago e estabeleceram o povoado de Nova Lisboa, na margem direita do Rio Siará. O local é atualmente o bairro de Barra do Ceará, em Fortaleza. Ataques dos índios e de piratas franceses forçaram o abandono do local. O Forte foi destruído. Os portugueses mudaram-se para a margem esquerda do Rio Jaguaribe e lá construíram o Forte de São Lourenço. Em 1607, os portugueses abandonaram o Ceará.
O domínio português foi reestabelecido, em 1612, quando o português Martim Soares Moreno instalou-se na margem direita do Rio Siará (atualmente Barra do Ceará, Fortaleza), onde recuperou e ampliou o Forte São Thiago e o batizou de Forte de São Sebastião. Também construiu a capela de Nossa Senhora do Amparo.
Em 1621, com a criação do Estado do Maranhão, as terras do Ceará passaram a ter subordinação administrativa a São Luís.
Em 1631, o povoado e o Forte de São Sebastião foram novamente abandonados. Entretanto, alguns colonos portugueses se estabeleceram no interior do atual Ceará.
Em 1637, o Forte de São Sebastião foi tomado pelos holandeses. Em 1644, o Forte foi destruído pelos índios. Em 1649, o domínio holandês foi estabelecido. Nessa época, os holandeses construíram o Forte de Schoonenborch, na foz do rio Pajeú, em área da atualCidade de Fortaleza.
Em 1654, os holandeses foram expulsos do Nordeste e o Forte de Schoonenborch tornou-se a Fortaleza da Nossa Senhora de Assunção. Também construiu-se uma igreja sob a mesma invocação.
Em 1656, O Ceará passou a ser administrado por Pernambuco.
Em 13 de fevereiro de 1699, criou-se a primeira vila do Ceará, envolvendo Aquiraz e Fortaleza, através de um despacho do Rei de Portugal. A vila foi efetivamente instalada, em 1700, por ordem do Governador de Pernambuco. Em 13 de abril de 1726, Fortaleza foi elevada à categoria de vila.
Em 17 de janeiro de 1799, o Ceará emancipou-se como uma capitania separada de Pernambuco. A cultura do algodão, a produção de couro e o comércio de charque impulsionaram a economia cearense.
Em 1812, a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção foi reconstruída.
Em 1817, os cearenses engajaram-se na Revolução Pernambucana.
Após 1822, com a Independência do Brasil, o Ceará tornou-se Província do Império.
Na segunda metade do século 19, grande parte dos cearenses engajaram-se na luta abolicionista. Fundaram sociedades como a Sociedade Perseverança e Porvir e a Sociedade Cearense Libertadora, que defendiam e protegiam os escravos. Nessa luta, destacou-se Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar. Os escravos do Ceará foram libertados em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea de 1888.
Após 1889, com a República, o Ceará tornou-se Estado.
Em 1894, foi fundada a Academia Cearense de Letras.
Em 1915, ocorre a uma grande seca no interior do Estado, que inspirou o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz. A partir de 1940, dezenas de açudes são construídos no Ceará para minimizar o efeito das secas.
Em 1954, fundou-se a Universidade do Ceará.
Aspectos geográficos do Ceará
Informações sobre a Geografia do Estado do Ceará

Localização Geográfica: Nordeste do Brasil

Coordenadas Geográficas: 05º 11' S 39º 17' W

Limites geográficos: Oceano Atlântico (norte); Pernambuco (sul); Rio Grande e Paraíba (leste); Piauí (oeste)

Área: 146.348 km²

Fronteiras com os seguintes estados: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí.

Clima: tropical (região litorânea) e semi-árido (interior)

Relevo: planalto, planícies e várzeas (leste e oeste)

Vegetação: Na região litorânea prevalece a vegetação de restinga e salinas; caatinga em quase todo restante do território.

Ponto mais alto: Pico da Serra Branca (1.154 metros), localizado na Serra do Olho d'água

Cidades mais populosas: Fortaleza (2,4 milhões de habitantes), Caucaia (330 mil habitantes) e Juazeiro do Norte (252 mil habitantes).

Principais recursos naturais: ferro, calcário, água mineral, granito, argilo e magnésio.

Principais rios: rio Ceará, rio Choró, rio Salgado e rio Jaguaribe

Principais problemas ambientais:  desmatamento, desertificação, poluição do ar na capital (Fortaleza)

Letra do Hino do Estado do Ceará

Terra do sol, do amor, terra da luz!
Soa o clarim que a tua glória conta!
Terra, o teu nome a fama aos céus remonta
Em clarão que seduz!
Nome que brilha - esplêndido luzeiro
Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro!

Mudem-se em flor as pedras dos caminhos!
Chuvas de pratas rolem das estrelas
E despertando, deslumbrada ao vê-las
Ressoe a voz dos ninhos
Há de florar nas rosas e nos cravos
Rubros o sangue ardente dos escravos

Seja o teu verbo a voz do coração
Verbo de paz e amor do Sul ao Norte!
Ruja teu peito em luta contra a morte
Acordando a amplidão
Peito que deu alívio a quem sofria
E foi o sol iluminando o dia!

Tua jangada afoita enfune o pano!
Vento feliz conduza a vela ousada
Que importa que teu barco seja um nada
Na vastidão do oceano
Se à proa vão heróis e marinheiros
E vão no peito corações guerreiros?

Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas!
Porque esse chão que embebe a água dos rios
Há de florar em messes, nos estios
E bosques, pelas águas!
Selvas e rios, serras e florestas
Brotem do solo em rumorosas festas!

Abra-se ao vento o teu pendão natal
Sobre as revoltas águas dos teus mares!
E desfraldando diga aos céus e aos mares
A vitória imortal!
Que foi de sangue, em guerras leais e francas
E foi na paz, da cor das hóstias brancas!

Fontes biográficas:
http://www.ceara-turismo.com/historia.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cear%C3%A1
http://www.suapesquisa.com/geografia/ceara.htm


domingo, 25 de outubro de 2015

Feira do Produtor - Amapá

                  
                 Localizado na Rua Claudomiro de Moraes,678, Bairro Buritizal,Macapá - Amapá, a Feira do Produtor é um local onde é comercializado produtos da agroindústria lá eles vendem os produtos naturais e industriais. É nela que centenas de produtores rurais garantem o sustento das famílias.  Funciona  semanalmente nos dias de terça e quinta feira.
            São comercializados produtos da região contribuindo com abastecimento de gêneros alimentícios, como abacaxi, melancia, jaca, mamão, banana, laranja, limão, caju, limão, mandioca, castanha-do-pará, pepino,jerimum, chicória, maxixe, pimenta de cheiro, couve, alface, cheiro verde,  pimentão, batata, feijão. Produtos preparados em garrafas como urucu, açaí, mel, azeite, pracaxi, copaíba ; produtos empacotados como: castanha descascada, galinha, biscoito de castanha-do-pará,  polpa de frutas, folhas de chá, cascas de barbatimão,verônica, farinha de mandioca e de tapioca. E também é encontrado na Feira do Produtor plantas, flores e ovos.
           Cacho de banana                                                  Macaxeira
 
                           Melancia
                     Farinha
   
            Produtos preparados
   
              Tucupi                                                                            Cascas      
             Banana grande                                         Cheiro verde e chicória
                            Caju                                          Partes de plantas medicinais
               Feijão da colônia                                                 Laranja
                   Mamão                                                              Flores 
               Plantas medicinais
                  Castanha do Brasil (conhecida popularmente como Castanha do Pará
    
 
     
                    Pepino                                                         Pimenta de cheiro
            
                                             Polpa de frutas